Top 10 – Melhores discos de 2011

Postado em Absu, Avichi, Brutal Truth, Goatpenis, Haemorrhage, Krisiun, Lock Up, Rotten Sound, Toxic Holocaust, Vomitory com as tags , , , , , , , , , , , , , , em 18 18UTC janeiro 18UTC 2012 por GuilhermeLebowski

Leitores e leitoras que ainda visitam o Scream Blog Gore, queria agradecer a todos e pedir desculpas pela enorme ausência, não só minha como de todos os redatores do Blog (Acho que só o Rodrigo postou recentemente). A verdade é que existem motivos para isso, mas mesmo assim, pretendo dar uma geral e voltar com tudo o mais rápido possível. Mas sem mais delongas, já para começar bem os posts de 2012, faremos uma retrospectiva do que aconteceu de melhor no Metal durante o ano passado, o nosso já tradicional top 10 dos melhores discos do ano. Que este ano trará uma mudança, serão pelo menos dois tops diferentes, um de cada redator. Começando, abaixo, pelo meu. Lembrando apenas que a lista é baseada no gosto pessoal de cada redator, que escolhe e apenas resenha seus discos preferidos.

10º – The Great Execution (Krisiun)

Logo de cara um representante brasileiro na nossa lista. O Krisiun já é um nome respeitado mundialmente há tempos, sempre mantendo uma média de boa aceitação em cada novo lançamento. Acontece que em “The Great Execution” eles conseguiram se destacar mais uma vez, pois mesmo após tantos discos, resolveram arriscar uma mudança, não muito brusca, mas perceptível em seu Brutal Death Metal característico. Os blast beats intermináveis deram lugar a uma cozinha mais variada e os riffs ganharam mais enfoque, com influências de clássicos do Heavy e Thrash Metal. Um álbum ainda típico do Krisiun, mas com um bem vindo novo ar de vitalidade. Memorável, mesmo em uma discografia tão vasta. (Download aqui)

9º – Necropolis Transparent (Lock Up)

O tão esperado retorno desta banda clássica de Grindcore. Mesmo sem Jesse Pintado na guitarra e sem Peter Tägtgren nos vocais, o Lock Up não ficou devendo nada para os fãs em 2011. “Necropolis Transparent” é um disco cheio de tudo que um bom Death/Grind pede. São riffs e mais riffs sendo despejados ao ouvinte, acompanhados de uma bateria que praticamente não diminuí o ritmo em momento algum. O vocalista Tomas Lindberg com seus berros roucos, muito característicos, combinam muito bem com todo o instrumental, completando a ótima experiência que é ouvir um disco que consegue ser tão variado e rico, e ao mesmo tempo, tão direto e pesado como este. (Download aqui)

8º – Opus Mortis VIII (Vomitory)

Representando o Death Metal sueco, movimento que todos de nosso blog têm muita estima, temos ninguém menos que o Vomitory. A banda merece respeito por sempre manter a qualidade em cada lançamento, e nunca causou grande desapontamento aos fãs. Apesar da fórmula bem sucedida, onde adicionaram mais velocidade e peso, nos dois discos anteriores, em “Opus Mortis VIII” os suecos resolveram colocar um pouco o pé no freio, apostando em composições com passagens mais cadenciadas e cheias de feeling. A temática de uma visão melancólica da guerra (que é evidente até na capa) é transmitida com sucesso pelo instrumental, que recebeu doses cavalares de influências de Slayer. Outro tiro certeiro do Vomitory, que dá mais uma aula de como ser criativo mesmo após tantos anos. (Download aqui)

7º – End Time (Brutal Truth)

Mais um clássico do Grindcore figurando a nossa lista. Com “End Time” nós podemos ouvir um Brutal Truth ainda mais ousado, arriscando em faixas experimentais, algumas cadenciadas, outras mais longas. Apesar de um tanto quanto mal recebido, este lançamento ainda conserva o instrumental caótico e extremamente barulhento pelo qual a banda é conhecida, apesar das composições virem com uma abordagem diferente. A bateria e o vocal continuam com a mesma agressividade de sempre, e o baixo distorcido do Dan Lilker ainda tem a mesma pegada. Mas a construção das músicas é pouco ortodoxa e a guitarra parece ter recebido uma atenção extra na hora da experimentação, com riffs variados de inúmeras formas, sempre com muita destreza. Apesar de tanta inovação, o único erro notável é a última faixa, que tem mais de 15 minutos, e soa um tanto quanto sem sentido ali. (Download aqui)

6º – Depleted Ammunition (Goatpenis)

Black/Death Metal old school, brutal e pesadíssimo. É assim que se descreve da melhor forma o som do Goatpenis. É impressionante como essa banda ainda consegue compor músicas tão calcadas no Metal Extremo clássico nos dias de hoje, sem soar como uma mera cópia do que já foi feito antes. É verdade que este não é um nome novo na cena, e que já tem vinte anos de estrada, mas ainda assim é incrível a maneira que eles conservaram seu som ao longo do tempo, sempre melhorando e sem perder o foco. O resultado disto tudo, é este lançamento invejável, que consegue englobar o que há de mais caótico e agressivo no Black e Death Metal. E para completar, a temática e o clima de guerra pairam durante todas as faixas. Desde a notável introdução de sintetizador da primeira faixa, até os blast beats da “Combustion Light Gas Gun”, última faixa do disco. (Download aqui)

 

5º – The Devil’s Fractal (Avichi)

Segundo disco dessa ótima one-man band, onde existe uma interessante junção de veias mais conservadoras de Black Metal, com experimentalismos e músicas mais progressivas neste mesmo gênero. “The Devil’s Fractal” é rico em detalhes e é notoriamente um trabalho de muito empenho. A guitarra tem um timbre que remete aos discos recentes do Watain, e as composições tem uma estrutura que lembra Deathspell Omega. E, assim como estes gigantes do Metal Negro atual, o Avichi é dono de um som sombrio e viajante, com passagens lentas e dedilhadas. Além de tudo, a bateria tem momentos incríveis, apesar do foco maior durante todo o álbum seja o trabalho da guitarra. Um lançamento forte, de uma tendência promissora no Black Metal. (Download aqui)

4º – Cursed (Rotten Sound)

Provavelmente o disco mais pesado de toda a nossa lista. “Cursed” é incansável, com muita distorção e blast beats, músicas curtas e incrivelmente diretas (até nos títulos), e que mesmo nas passagens mais cadenciadas, consegue ter uma agressividade diferenciada. O vocal tem uma grande presença com o instrumental, completando perfeitamente o som, e tendo uma importância enorme sobre o disco como um todo. O grande destaque deste lançamento é como as músicas praticamente não dão um segundo de fôlego ao ouvinte, e a podreira quase que não freia durante todos os 27 minutos de duração do álbum. 27 minutos espalhados em 16 faixas, que tem influências fortes do que há de mais extremo no Metal e no Hardcore, mistura feita há tempos, mas que poucas vezes resultou em um trabalho tão marcante. Rotten Sound, mais uma vez, honrando o seu nome. (Download aqui)

3º – Conjure and Command (Toxic Holocaust)

Após três discos bem sucedidos, o Toxic Holocaust volta com um novo álbum, que se diferencia do seu antecessor “An Overdose Of Death”, por abandonar as influências de Punk e Crust Punk e mergulhar ainda mais no mundo do Thrash/Black Metal old school. As influências de clássicos dos primórdios do Metal Extremo são ainda mais gritantes. E, apesar do som ser bastante “retro”, é feito com muita qualidade e competência na composição dos riffs e na melodia dos vocais, onde Joel Grind mostrou evolução. Os refrões são grudentos e viciantes e, todas as faixas são empolgantes, tornando difícil destacar uma como melhor. Os solos também são dignos de comentário, apesar de curtos, funcionam muito bem nas músicas, sempre enriquecendo as composições. No meio de tantos revivals entediantes, este disco é um destaque positivo muito bem vindo, com uma produção bem medida, e composições coerentes, que te surpreendem já na primeira ouvida. (Download aqui)

2º – Hospital Carnage (Haemorrhage)

Medalha de prata para o Haemorrhage, que lançou um clássico, viciante como poucos discos de Goregrind na história. Com um som ligeiramente mais “grooveado”, este álbum ainda contém toda a roupagem usual da banda, e com qualidade elevada. Incrivelmente inteligentes em sua simplicidade, os riffs são um show a parte, tão competentes que mais parecem um exemplo a ser seguido por qualquer guitarrista que queira fazer algum música neste gênero. Apesar de riffs tão bons, o som é muito equilibrado, dotado de uma cozinha também com muita presença e pegada, sendo também indispensável para a construção do disco. Acima de tudo, o vocal também é extremamente funcional, e inimaginável em outra banda. Quando se consegue fazer músicas tão memoráveis com tanta simplicidade, é sinal de criatividade e talento, e “Hospital Carnage” é isso: Criatividade e talento para compor Goregrind. (Download aqui)

 

1º – Abzu (Absu)

Apesar do título pouco criativo (ainda mais pelo fato do disco anterior se chamar “Absu”) este é sem dúvidas um lançamento que merece um destaque a mais. É um retorno triunfal do bom e velho Absu, fazendo o som que sabe fazer melhor, menos progressivo, com ânimo renovado, e criatividade mais acesa do que nunca. É ótimo ouvir novamente aquela sonoridade característica da banda, cheia de um ar místico, ainda que seja um Black Metal com influências de Thrash.

O que torna este disco um clássico, e o medalhista de ouro desta lista, é o fato de trazer tudo que era esperado, e ainda superar qualquer expectativa. A parte de produção e timbragem é perfeita, e nos dá um instrumental muito bem composto, repleto de boas idéias e riquíssimo em detalhes. A bateria é sempre o destaque na primeira ouvida, Proscriptor McGovern prova ser um dos melhores bateristas do Black Metal na atualidade. Mas os riffs também não ficam atrás, por conseguirem dar tantas impressões diferentes simultaneamente. São pesados ao mesmo tempo que bem executados e técnicos, além de terem um senso de feeling muito forte. A interpretação que o vocal faz dos instrumentos é outra qualidade da banda, e que é notório neste disco. E para fechar, a montagem das faixas é perfeita, após as cinco primeiras, que são mais diretas, tudo termina com um épico de 14 minutos, encerrando este clássico da maneira mais correta possível. Correto também é dizer que este é um lançamento grandioso, digno desta posição. (Download aqui)

The Killigans – Honor (2010)

Postado em The Killigans com as tags , , , , , , , , , , , em 19 19UTC novembro 19UTC 2011 por rodrigomenegat

A música, como qualquer forma de arte, está intimamente ligada ao contexto histórico e geográfico em que é produzida. Reflete os pensamentos e vivências de seus compositores, direta ou indiretamente. Sendo assim, esse álbum do The Killigans, um grupo formado por seis integrantes, originários do estado americano do Nebraska, foi moldado de acordo com a visão de mundo de alguns jovens de classe média, perdidos no meio de uma crise econômica que atingiu seu auge quando da gravação do disco.

Já disse muitas vezes que um dos fatores cruciais para que a música tenha qualidade é a sinceridade. Pode estar sendo muito leviano, já que não conheço o passado desses caras, nem nada do tipo, mas a impressão geral que tenho é que eles realmente sabem do que estão falando nas suas letras. São histórias de pessoas normais, com suas vidas ordinárias e sonhos, muitas vezes ilusórios. São também, de certa forma, hinos de resistência e esperança, mas nunca tendendo para a grandiosidade excessiva, sempre mantendo os pés no chão, despretensiosos.

O feeling, a energia e a garra que permeiam todo o CD, além de reforçarem essa sensação de franqueza lírica, contagiam.  Musicalmente, temos um folk punk característico, mas muito bem executado. As faixas geralmente começam com o acordeom e outros instrumentos exóticos em evidência, para depois desembocarem num punk rock bem acessível, mas ainda assim direto e rápido.  Ainda que essa seja a fórmula padrão das bandas do gênero, o The Killigans conseguiu se destacar, muito pelo fato de não soar cansativo em momento algum. O segredo disso é a dosagem ideal das influências folclóricas, western e até mesmo do ska.

É impossível não dar um veredito positivo sobre esse trabalho. Não é nada de outro mundo, nada que vá mudar conceitos nem nada assim. É só uma banda que atinge plenamente seu maior objetivo: divertir. E divertir fãs e a si mesmos é a maneira que esses americanos encontraram de encarar essa fase complicada de seu país.

DOWNLOAD!

Dawnbringer – Nucleus (2010)

Postado em Dawnbringer com as tags , , , , , , em 24 24UTC outubro 24UTC 2011 por rodrigomenegat

Há quanto tempo um álbum memorável de metal tradicional não é lançado? A exceção de alguns suspiros superestimados de bandas clássicas, praticamente nenhum material novo no estilo empolga. No máximo, alguns revivals requentados que só agradam aos mais ferrenhos saudosistas. Ao que tudo indica, o heavy “de raiz” está praticamente enterrado. A velha e simples fórmula que tanto deu certo nos anos oitenta, de tão explorada, chegou ao seu limite. Certo?

Não necessariamente. Sempre é precipitado apontar a morte de algum gênero do metal. O estilo já provou inúmeras vezes que é capaz de se reinventar e superar-se, seja absorvendo influências externas ou buscando inspiração nas bases mais profundas de sua estrutura. Ainda que aparentemente inerte, qualquer ramificação temporariamente estagnada pode voltar a dar grandes frutos.

Se a raiz da música pesada está em tempos mais antigos, vinda da semente plantado por nomes como Cream, Jimi Hendrix, The Who e Blue Cheer, o tronco, o eixo principal de uma suposta ‘árvore do metal’ é constituído em sua camada mais interna de uma overdose britânica comandada por Black Sabbath, Iron Maiden, Judas Priest, Motörhead e Venom. Revestindo esse núcleo, encontram-se Metallica, Slayer e seus colegas de Bay Area. A partir daí, formaram-se inúmeras galhos, alguns vindos da Flórida e seu death metal, outros passeando pelas estepes geladas do black metal nórdico e por mais inúmeros caminhos.

Na busca constante pela inovação, enquanto a maioria concentra seus esforços em um processo alquímico de misturas e dissoluções estilísticas, o Dawnbringer, de Chicago, em seu último álbum, preferiu revisitar o passado glorioso do nosso tão amado gênero – e andou pela tal árvore praticamente toda. Saiu das antiguíssimas origens, salpicadas em doses pequenas; firmou o pé fortemente na era de ouro da NWOBHM e do thrash metal, remetendo por vezes ao Black Sabbath; em alguns momentos transpôs a fronteira do tradicional para alguns raros passeios pelo metal extremo. Impossível não destacar também os títulos das faixas, deliciosamente clássicos.  The Devil, Old Wizard, Like an Earthquake, Swing Hard… Denunciam ou não um grande apreço oitentista?

Mais importante de tudo: apesar de serem evidentes veneradores da era clássica, esses americanos não soam nem um pouco como cópias. Imprimiram sua identidade em cada uma das faixas, de modo que todas as referências já citadas sejam facilmente notadas, mas sem nunca sobrepujar a presença de um som próprio. Todos esses fatores configuram Nucleus como um álbum definitivo, dos melhores que essa década passada ofereceu-nos.

DOWNLOAD!

Satanic Warmaster – Discografia

Postado em Satanic Warmaster com as tags , , , , , , em 25 25UTC setembro 25UTC 2011 por GuilhermeLebowski

O Satanic Warmaster é uma one-man band idealizada por Satanic Tyrant Werwolf, criada no ano de 1998, em Lappeenranta, na Finlândia. Com um som obviamente influenciado pela velha escolha norueguesa do início dos anos noventa, calcado no Black Metal primitivo, minimalista e focado na transmissão dos mais infames sentimentos humanos através do gênero mais sombrio da música extrema.

Logo no debut “Strength and Honour” de 2001, a horda finlandesa já escancarava a sua proposta para qualquer um que quisesse ver: Uma compilação de tudo que o Black Metal escandinavo representa. São músicas simplistas, típicas do gênero. Levam uma produção desleixada e suja e as composições priorizam muito mais um sentimento do que técnica musical.

Após o primeiro disco, o Satanic Warmaster não parou de causar agitação na cena. Colecionaram Splits com grandiosas hordas de Metal negro, além de EPs e full-lengths de instantânea aceitação dos fãs e mídia especializada. Não são poucos os que consideram “Opferblut” e “Carelian Satanist Madness” clássicos modernos do Black Metal. Títulos nada mais do que justos, uma vez que hinos e mais hinos do gênero podem ser encontrados nestes discos.

Liricamente a horda também é controversa. Além dos típicos temas abordados no estilo, como satanismo e ocultismo, Werwolf também transparece uma clara tendência para a extrema direita. E não pense que são apenas letras que exaltam a raça ariana, o nacionalismo extremo e a nostalgia cultural. Algumas são realmente racistas.

Entre alguns sandeus que parecem ainda apoiar essa temática hoje em dia, e outros que passam a repudiar a banda por esta postura (creio que entre os leitores existam ambos), eu recomendo tirar o máximo de proveito do talento em compor Black Metal que Werwolf esbanja.

Assim, com o ódio de muitos e a admiração de vários outros, o Satanic Warmaster pode ser facilmente tido como uma das maiores bandas de Black Metal da atualidade, já sendo uma referência no estilo. É impressionante a facilidade que Werwolf mostra em compor músicas marcantes e variadas. Cada disco tem sua identidade própria, sem que a essência inicial se perca. A horda é prova irrefutável que o velho Raw Black Metal ainda tem muito a oferecer, diferente do que muitos dizem.

Strength and Honour – 2001 – Download

Opferblut – 2003 – Download

Carelian Satanist Madness – 2005 – Download

Nachzehrer – 2010 – Download

Ouroboros – Glorification of a Myth

Postado em Ouroboros com as tags , , , , em 23 23UTC setembro 23UTC 2011 por hugoleonardonoc

Olá povo que acessa a SGB! Como não era de se estranhar, fiquei um bom tempo ausente,mas para recompensar um pouco estou trazendo um lançamento deste ano que não deve passar despercebido por nenhum fã de death metal(especialmente aqueles que curtem um lance mais técnico): Glorification of A Myth, dos australianos do Ouroboros!

A banda era antes conhecida como Dred, tendo até mesmo lançado algumas demos, mas ano passado,resolveram mudar o nome para o atual e lançar este grande Debut. Mesmo sendo um álbum predominantemente de Technical Death Metal – um estilo tanto amado quanto odiado – o álbum possui também elementos de Thrash e Death metal mais tradicional. As musicas são técnicas, sim, mas nada cansativas. Apesar de ser um clichê constatar isso, tudo aqui flui á favor da música em si. A faixa de abertura, “black hole generator” , também as faixas “Animal,Man… Machine”, “Sanctuary” e “Sea to Submit” não me deixam mentir. Outro destaque vai para os solos, todos extremamente bem compostos e melodiosos,não no sentido ruim ao qual essa palavra é associada. Chega a ser um alivio ouvir os solos deste álbum, comparado aos típicos solos do estilo, que só estão ali para exibir técnicas e conhecimentos que nem todos os ouvintes conseguem entender.

Como ponto fraco, apenas acho que a produção está limpa demais. Não me entendam errado, sou e sempre serei um hater convicto de bandas com uma produção porca em seus álbuns, mas um pouco de sujeira no timbre dos instrumentos teria colaborado para um peso maior nas musicas. No entanto, não deixa de ser incrível o nível da produção se tratando de um lançamento independente e, mesmo assim, o álbum é recomendado. mesmo quem não curte essa vertente,dê uma olhada nesse cd. Vale a pena.

 

Ouroboros é:

 

Evgeny Linnik – Vocais

Chris Jones e Mikhail Okrugin – Guitarras

Michael Conti – Baixo, Backing vocals

David Horgan – Bateria

 

Videos de amostra:

 

Sanctuary:

 

 

Absent From Entity:

 

 

Download!

 

[VAZOU!] Old Silver Key – Tales Of Wanderings

Postado em Old Silver Key com as tags , , , , , , , , , , em 17 17UTC setembro 17UTC 2011 por Pan Young

Caros leitores, sei que minha dívida com vocês é enorme, mas é com muita empolgação que volto a postar no Scream Blog Gore hoje!

O que lhes trago, dessa vez, é o tão esperado Old Silver Key! Projeto dos Ucrânianos do Drudkh com o nosso tão adorado Neige (Alcest).

Pra ser sincera, estou um tanto quanto agitada ao escrever esse post… Dando minha opinião pessoal, eu estava muito ansiosa para este álbum, que para mim, com certeza será um dos melhores do ano.

A atmosfera é perfeita. Uma combinação da musicalidade singular do Drudkh, com o som nostalgico e sentimental do Alcest. E apesar deste disco lembrar muito mais o post-black metal shoegaze dos franceses, Neige não compôs nenhuma música! Pois sim senhores, ele limita sua humilde participação aos vocais… E mesmo com alguns toques de metal negro no álbum, sem guturais.

A timbragem da guitarra, a distorção, deixam as faixas com uma pegada típica do shoegaze. O uso de instrumentos como o piano, unidos ao vocal de Neige, criam um clima bem agradável a nós que somos amantes de Alcest, HAHA.

Finalizando, é um disco lindo. <3 7 faixas muito gostosas de se ouvir, e que salvaram meu sábado tedioso. ._. ~ Este com certeza será um dos melhores do ano! E para os fãs de Alcest, o jeito é esperar pelo novo álbum, não é mesmo?

Espero que gostem. :3

Old Silver Key – Tales Of Wandering

Ps: Sim, sou puxa saco do Neige e de tudo que ele faz. Discordou, tomou tiro.

Negură Bunget – Vîrstele Pămîntului (2010)

Postado em Negură Bunget com as tags , , , , em 12 12UTC setembro 12UTC 2011 por rodrigomenegat

Pode soar piegas, mas não há como negar que o black metal é o estilo mais místico e espiritual do metal. Ele se diferencia das outras vertentes por transcender o aspecto musical. Muito mais do que os arranjos e a melodia, nesse sub-gênero enfatiza-se o sensorial. A ambientação e o aspecto catártico e subjetivo das composições são os grandes destaques. É muito difícil apontar uma banda de “metal negro” que se destaque por perícia instrumental ou profunda elaboração harmônica. Exceção feita aos desbravadores que ousam transpor os limites de um universo extremamente conservador, a imensa maioria dos grupos soa inegavelmente igual – verdade que deve doer a alguns.

Dos elementos que fazem uma banda de black metal se destacar nenhum é mais importante do que a sinceridade emocional. O turbilhão de sensações evocadas, desolação, tristeza, raiva, orgulho e até mesmo solenidade, só é realmente impactante se a execução for permeada por uma verdadeira entrega.  Numa categoria de excelência nesse quesito, sem dúvida alguma, se encaixa o Negură Bunget.

Não que eles sejam muito parecidos com a citada massa genérica de bandas, pelo contrário. Cabem muito mais no segundo grupo, o dos desbravadores corajosos, por explorarem o lado atmosférico que está tão em evidência na última metade de década, pelos instrumentos folcóricos usados na gravação e por uma notável não-linearidade presente nas composições. Acontece que todos esses atributos ficam em segundo plano quando se percebe a íntima ligação de música e aspecto emotivo presente no trabalho desses romenos. Nota-se um acentuado compromisso e orgulho das tradições de sua terra natal, sua natureza e espiritualidade.

Deixo aqui o último álbum lançado, de 2010. É daqueles que por mero detalhe não entraram na nossa lista de melhores do ano. Outro exemplo de como esses últimos tempos têm sido proveitosos para o black metal, que evoluiu como nenhum outro ramo do metal.

DOWNLOAD!

Interment – Into The Crypts Of Blasphemy

Postado em Interment com as tags , , , em 11 11UTC setembro 11UTC 2011 por GuilhermeLebowski

Após algum tempo, volto com um pouco de Death Metal sueco para vocês. Estilo que, creio eu, seja um dos mais apreciados entre os leitores deste blog. Tentando fugir das bandas mais manjadas, e também de revivals, eu acabei encontrando a escolha perfeita para o post de hoje!

A banda foi formada no ano de 1988 na Suécia, sobre o nome de Beyond. Nesta época, a cena Death Metal do país ainda estava dando seus primeiros passos. Os grandes nomes como Entombed, Unleashed e Dismember se quer tinham lançado seus debuts, o que garante ao Beyond o título de uma das precursoras do Metal extremo sueco.

Em 1991, o nome Beyond foi abandonado, nascendo assim o Interment, de fato. Sobre esse nome lançaram três demos nos anos de 91, 92 e 94, aparentando um futuro promissor na cena, que já vivia os seus anos dourados. Até mesmo um vídeo clipe da faixa “Infestering Flesh” foi produzido nessa época.

No entanto, após a gravação da demo de 1994, “The Final Chapter”, alguns dos membros, já focados em outros projetos, optaram por encerrar as atividades da banda, antes mesmo do lançamento de um full-length.

Mas a história dessa horda sueca não acabou nos idos de noventa, como a matéria até aqui sugere. Em 2002 a banda resolveu se reunir para regravar algumas velhas músicas e fazer uma pequena turnê. A reunião deu tão certo, e os membros se mostraram tão sincronizados, que isso acabou resultando em um retorno glorioso, que culminou, finalmente, no lançamento do debut, intitulado “Into The Crypts Of Blasphemy” em 2010.

Creio que esse disco, se tivesse sido lançado nos golden years da cena sueca, teria resistido ao tempo e hoje ostentaria facilmente o título de clássico, ao lado de álbuns consagrados como “Clandestine”, “Into The Grave” e “Redemption”. A sonoridade típica do Death Metal escandinavo, com músicos experientes, executando composições antigas… Impossível de dar errado!

Downloads:

Interment – Into The Crypts Of Blasphemy (2010)

Volbeat – Rock The Rebel / Metal The Devil

Postado em Volbeat com as tags , , , , , em 31 31UTC agosto 31UTC 2011 por rodrigomenegat

VOLTEI, FINALMENTE! Depois de mais um mês de enrolação, criei vergonha na cara e aqui estou novamente. Vocês sabem que é difícil expulsar toda a preguiça do corpo de uma vez, então me perdoem, que vou fazer um post relativamente curto nesse meu retorno. Pretendia postar uma discografia, um especial ou algo mais elaborado, mas isso fica pra depois. Aliás, já vou adiantar que logo logo vocês terão uma surpresa por aqui – o SBG chegou a 100 mil acessos, e isso merece uma comemoração!

Enfim. Sem mais delongas, vou direto à banda de hoje: mais uma daquelas saladas diferentonas que eu tanto prezo. Senhores, conheçam o soberbo VOLBEAT! Uma misturança de thrash, groove, punk rock, rockabilly e rock ‘n roll clássico. Algo como o Misfits da fase Michale Graves somando-se a animação dançante de Elvis Presley, Chuck Berry e semelhantes, tudo isso com um vocal grave a lá Johnny Cash. Fãs definem a sonoridade deles como ‘elvis metal’. Interessante, não?

O grupo, originário da Dinamarca, tem suas raízes no Dominus, banda que tocava death metal moderno e cheio de groove, podendo ser rotulado até de death ‘n roll: som também muito legal. Depois de um tempo perambulando pelos pubs do país, com relativo sucesso,  a banda acaba. Das suas cinzas emerge o Volbeat, que apesar de tocar música de um estilo bem diferente, guarda muitas semelhanças com essa “banda-mãe”, até porque o vocalista, líder e principal compositor de ambas é o mesmo,  Michael Poulsen.

O Dominus lançou três álbuns, e o Volbeat mais quatro. As últimas gravações acabaram sendo muito aclamadas, chegando a disco de platina na terra natal do grupo e em outros países da região. Dentre todos os registros, destaca-se o de 2007: Rock The Rebel / Metal The Devil. É esse que vou deixar para download aqui.

Vão encontrar um álbum bastante heterogêneo, que ora remete ao lado mais rock ‘n roll do grupo, ora ao lado mais punk, ora ao metal.  Não vou fazer um review muito aprofundado porque tô com uma vontade enorme de postar algo mais elaborado dessa banda. Provavelmente uma análise completa da discografia, disco por disco. Por enquanto, fico por aqui.

DOWNLOAD!

Osculum Obscenum – Body Hurting Art

Postado em Osculum Obscenum com as tags , , , , , em 10 10UTC agosto 10UTC 2011 por GuilhermeLebowski

Começando logo com alguns avisos, para então, seguir com a banda do post. Bem, primeiro de tudo eu só gostaria de avisar que tanto eu, quanto os outros redatores mais ativos do SBG estamos muito ocupados ultimamente, e isso só tende a piorar. Por isso, queria dizer que talvez a freqüência dos posts diminua principalmente aqueles mais longos. Por isso, desculpem o fato das publicações seguintes serem mais curtas, sucintas, e com menos download. Pretendo priorizar aqui algumas bandas menores ou com menos lançamentos (nem por isso, bandas ruins, muito pelo contrário).

E em segundo, em relação a alguns links quebrados. Bem, de vez em quando o mediafire apaga nossos links, e na maioria das vezes nós nem notamos isso. Por isso eu peço novamente, comentem se virem algum link fora do ar aqui no blog. Vou me esforçar nesses dias para reupar alguns discos que tiveram o link apagado. Obrigado, e agora vamos para o que todos mai se interessam mesmo!

Formada em 1993, na cidade de São José, em Santa Catarina, o Osculum Obscenum é uma banda que originalmente, e de maneira precursora, tocava Black Metal misturado com elementos de Grindcore, influenciado por bandas como Beherit, Sextrash, Sarcófago e Napalm Death. Somado a isso, riffs com um ótimo senso de melodia e timbres realmente agudos são muito bem encaixados e executados criando uma atmosfera única, que é acompanhada de letras que tratam de depravações sexuais das mais variadas e sujas que se pode pensar.

Infelizmente, esses catarinenses têm na sua discografia apenas o debut, que foi intitulado de “Body Hurting Art” e foi lançado só em 2003, 10 anos após a criação da banda. Com nenhum outro registro, esse full-length compila e resume tudo que essa banda pode passar. São doze faixas, totalizando trinta minutos de um som original e de qualidade destacável. Entre faixas marcantes como “Hail The Lesbians”, “Caligula Imperium” e “The Praise (Oh Satanas)”, esse disco, apesar de completamente esquecido pela grande massa de “headbangers”, é muito bem aceito entre apreciadores do underground do metal extremo nacional.

Osculum Obscenum – Body Hurting Art (2003) – Download

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.